As obras do sistema de dessalinização da localidade de Furnas seguem a todo vapor. Na última quinta-feira (29), o secretário do Desenvolvimento Rural, Carlos Júnior e demais técnicos da Secretaria estiveram visitando a obra ao qual beneficiará toda localidade.

A previsão de inauguração é pra esse mês de julho segundo o secretário.

O Programa Água Doce (PAD) é uma iniciativa do Governo Federal, Estadual e Municipal, que visa levar maior qualidade de vida a população que sofre com a escassez de água no semiárido.

Essa ação tem uma influência direta na melhoria da qualidade de vida dessas comunidades, pois os dessalinizadores geram uma água de excelente qualidade diminuindo, além da sede, as doenças causadas por veiculação hídrica”, destacou o secretário.

Para o prefeito Antônio Cláudio os dessalinizadores são alternativas que estruturam as comunidades do semiárido na convivência com a estiagem e no acesso à água de qualidade para o consumo humano. “Estamos investindo na implantação desses sistemas, como forma de amenizar os efeitos da seca”.

O PROGRAMA – O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil que visa a estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas. No Ceará, o PAD é desenvolvido em parceria com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).

A partir de 2011, o Programa Água Doce assumiu a meta de aplicar sua metodologia na recuperação, implantação e gestão de 1.200 sistemas de dessalinização até 2018, com investimentos de cerca de R$ 255 milhões beneficiando, aproximadamente, 500 mil pessoas em todo o Semiárido. Para o atingimento desta meta foram firmados 10 convênios com os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Os convênios estão estruturados em três fases: 1) diagnósticos técnicos, sociais e ambientais; 2)Recuperação e implantação dos sistemas de dessalinização e; 3) Monitoramento e Manutenção dos sistemas de dessalinização implantados ou recuperados.